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Cardilium

Cardilium

vale de mar sem estar

“… Eu construo a minha própria espiritualidade. Entendo que não posso adquiri-la de outra forma, não posso ser militante de uma outra que não a minha, ser seguidor, comprador, imitador, enganador de mim mesmo.

 

Eu construo o meu próprio bem-estar de uma forma simples e verdadeira, e essa verdade é a minha, mesmo que não o seja fora de mim.

 

A minha espiritualidade são os momentos em que me esqueço que sou um ser vivo, em que me esqueço do tempo, do frio, do calor, do sexo, dos jogos, dos outros, e me encho de amor, me abraço e aconchego, e sou eu, de olhar cego, de voz abafada, de respiração cortada, de audição surda, de amor tão cheio, que não sobra nada se não eu mesmo, sentindo-me deus de mim próprio.

 

Não consigo encontrar fora de mim, o que dentro de mim habita.

Não consigo reconhecer fora de mim, o que dentro de mim ocupa.

Não consigo ouvir fora de mim, o que dentro de mim grita.

 

Espiritualidade é una, indivisível, encontrada, experimentada a sós, não são correntes de gratidão absorvidas em multidão.

 

Foi assim que retornei à terra que me viu partir e deixei o val de mar junto ao mar, e por la fiquei sem ficar…”  

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