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Cardilium

Cardilium

vai ficar tudo bem

Pouso um copo vazio de vinho bebido sobre o medo. O medo sufoca-me as palavras como uma guilhotina dilacera o sol em mil pedaços de angústia. Mistura-se um género de névoa com esta condição transcendente, construída por uma tortura que se apresenta como a criação de um medo real e um outro inventado e, é nessa fronteira que me situo e elejo a zona limítrofe de mim mesmo.

Desconstruo o medo em medos. Isso torna-o maior em número e menor em dimensão. É como se os conseguisse numerar e ordenar alfabeticamente e, inevitavelmente começariam e acabariam todos por loucura mas:  "vai ficar tudo bem"