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Cardilium

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"Quem me quebrou o encanto nunca me amou”

Cheira a flores de rosas no meu quintal. As noites têm o silêncio dos amantes. Perdura a vontade de fazer do mar companheiro e de deixar completa esta obra que é a vida. Em criança tive o encanto da inocência. Já crescido aceito o desencantamento de alguns dias da vida. O desencanto da desistência. Aceito a loucura que me tolda. Os sonhos que vou sonhado. Expresso-me mais do que transpareço e muito mais do que digo.

 

Cheira a lençóis lavados e frescos no meu peito, de cada vez que acordo do único sonho que tenho. Aos poucos concretizo. Concretizar é o agradecimento à existência. Todos os dias me abandono e recolho. Todas as noites entendo a ruptura como uma oportunidade. Mudo sem estratégia pensada e amadureço com as estações, sem me aperceber, entendo que tudo o que preciso não se procura, encontra-se.

 

Tenho como “Pessoa” e todas as pessoas em mim: “todos os sonhos do mundo” e “pedras no caminho”.

 

Não construirei um castelo. Construirei uma gruta e um passeio empedrado de seixos, da nascente do rio que corre desalvoraçado em mim, até ao poente. Semearei um relvado com a lua ao fundo, para que me lembre da luz que me ilumina e cega. A lua tem a cor da minha alma.

 

“Quem me quebrou o encanto nunca me amou”, celebrou assim o Zeca.

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