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Cardilium

Cardilium

Fontes

Revisitei as fontes,

A da barreta,

A da sapeira,

A do bom amor,

A da ribeira,

A da graça.

 

As fontes não enxugaram,

E em mim,

As nascentes rompem desenvergonhadas.

 

As fontes são os sítios da minha infância,

Nas fontes matei-me:

 

- de sede,

- de desejo,

- de liberdade,

- de juventude.

 

Matei em tantas luas o amor,

E em bastas noites experimentei o luar.

 

Nas fontes revisito-me.

 

A água ainda cheira a pinheiro,

E o silêncio,

Ainda sabe a sossego,

As noites ainda acalmam os dias,

O sítio ainda,

Pacifica o momento.

 

As fontes não secaram em mim,

As fontes rejuvenescem-me,

Como a água que delas rebenta.