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Cardilium

Cardilium

desassossegado momento

“… uma forte bátega de ar quente abraçou-me. Foi como me senti. Abraçado por uma chuvada de vulcão quente, que me queimou mais por dentro do que por fora. Tu, na sombra da árvore que pensei ser tua propriedade a gozares o meu estado, a sentires que o chão que eu piso me tortura a sola dos pés, que do meu peito está prestes a sair um rinoceronte, e que dos meus olhos está para sair uma cascata. Tu, na parte de baixo da tua sombra, esperas que o efeito dos meus olhos em ti sossegue, para me convidares a sentar, sabes que este momento é para aproveitar, e que um dia serei apenas a recordação da minha atrapalhação, e tu serás o desassossegado momento…”