Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cardilium

Cardilium

A confortabilidade, o preconceito e a dissemelhança

A confortabilidade, o preconceito e a dissemelhança.

 

Tenho pensado, equacionada, dissertado, “introspectado”, analisado, verificado, observado, ficcionado etc, acerca desta coisa de me sentir confortável acerca do preconceito, mais propriamente quando estou no “meio dele” e a dissemelhança verosímil do mesmo.

 

Exemplo:

Não tenho nenhum tipo de preconceito homofóbico, de género, escolha sexual, religião, racial etc, no entanto eu, e outros que observo e verifico com atenção, de tanto querer (mos) ser (mos) aberto (s) de espirito e mente, quase tenho / temos tiques e, passo / passamos a ser uma coisa que não sou / somos, estou / estamos a ser preconceituoso (s) com o exagero de querer / querermos ser solidário (s) com uma dissemelhança que não precisa de solidariedade nenhuma, devido á normalidade da diferença. Não há nenhuma anormalidade em ser díspar.

 

Na verdade, esta coisa resolve-se de uma forma simples. Gosto de pessoas, só isso. Não tenho os mesmos comportamentos, não tem mal nenhum. Parece-me, pelo que observo, que exagerar na solidariedade é uma agressão para as pessoas, que elas o percepcionam, que fico/ ficamos ridículos, e que na verdade as pessoas só precisam de pessoas que abracem, que os comportamentos diferentes são aceites desde que, amemos as pessoas, parece uma pseudoteoria simples, mas de difícil aplicação.

 

Outro exemplo:

Abomino as touradas, que maltratem animais, mas abomino o partido - PAN, Pessoas, Animais e Natureza -  também. Antipatizo pelo ridículo das suas posições, aproveitamento politico, desonestidade intelectual, pelas politicas sociais dissemelhantes das minhas etc. Pelos direitos dos animais até lá vou, mas pelos direitos sociais, geração e distribuição da riqueza produzida etc, estou para o PAN, como o Hitler para o Karl Marx.

 

E é isto. Basta-me gostar de pessoas. Podemos na boa, ter comportamentos, gostos e prazeres diferentes, sem o preconceito de querer ser igual ao que não sou.

 

Tento escrever isto na primeira pessoa para não ser preconceituoso, mas na verdade, vejo muito disto por aí, nos jornais, nas rádios, nas televisões, nas redes sociais, nos cafés, esplanadas, artigos de opinião, conversas de amigos etc.

 

Vejo muito disto pelo mundo fora.

abraço

1 comentário

Comentar post