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Cardilium

Cardilium

Não mais !...

 

E “prontos”. Amanha os contentores estão cheios de comida desperdiçada de restos de um dos pecados capitais, a gula. Papeis coloridos e laços. Matéria endossada mais do que partilhada. Sentimentos desalvoraçados e histeria colectiva partilhada com grau alcoolémico a condizerem. A obrigação está feita, fomos todos muito amigos e comemos à fartazana. Amanha é  ressaca e cara disso mesmo. No dia seguinte abre a guerra e tudo está igual, tirando o empaturramento da noite chamada de natal. O natal afinal, são seis horas e muitos dias antecedidos de luzinhas pirosas e frases feitas, de dedicadas palavras elaboradas e de apelo comercial colorido. São os minutos de êxtase que o presente mais caro e inútil oferece. Enquanto isso, Africa está miseravelmente sem medicamentos, água potável, vacinas, paz e saúde. Enquanto isso, a guerra existe por mais um barril de petróleo, porque temos um credo ou preferência sexual diferente. Enquanto isso, a miséria prolífera nas ruas de Bogotá e a guerra, injustiça, e fome pesam sobre Dafur. Sou contra o dia de natal, o dia mundial do exagero, o dia mundial da mulher, o dia mundial contra a exclusão social, o dia mundial da arvore, da agua, da musica, do teatro e de não sei mais o quê. Perante esta obviedade, todos os dias são dias mundiais. Mundiais, mas da humanidade. Não me lixem mais com o natal e afins. Não me enfiem mais o natal pelos olhos adentro, que eu não compro. Compro paz e justiça social antes de algum dia comprar, o natal.

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