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Cardilium

Cardilium

Pois

 

Serpenteiam aborígenes desarvorados no meu sono expatriado. Sonho de cansaço. Acordado pelas imagens que em mim deambulam. Repenso como se cogitasse. Repensar é pensar varias vezes, num pensamento que não se esvai. Cedo já de madrugada. Adormeço e acordo no mesmo reduzido espaço de tempo. Acabou mais uma noite. O dia já se espreguiça na janela que me entra pelo leito adentro. Estou extasiado da alienação que o desassossego me oferta. Caminho trémulo, por mim e declino. Os dedos engrossam-me nas mãos. Palhaceio com gracejos o meu drama. Represento-me austero, apesar de tudo. O mundo esvai-se-me entre os dedos. Tenho mil anos de ideais dentro de mim. Nunca serão os dias extorquidos. O fascínio em declive, equilibra o desequilíbrio do fascínio. Germina um campo estéril. Um batalhão interroga-me. Inobservado, prendo-me nos pecados apolíticos cometidos. Grito em surdina. Rebento um tímpano, ocupado por uma substância inaplicável. Vou trabalhar, continuar e finalizar. Vou abraçar o mar sábado. E domingo vou à missa, se ninguém for. Se alguma pessoa for, volto para trás. Domingo que vem, não vou á missa, vou delinquir. Não me apoquentem.
 

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