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Cardilium

Cardilium

Solteira e embrutecida

 

A Ministra não é parva de todo apenas me parece inacessível, com alguma dificuldade em ouvir. Problema Nacional. 17 Anos de escola e professores dão-me alguma experiência acerca do que são os ensinadores deste País. Claro que entendo que não são todos farinha do mesmo saco, mas são quase.

 

Arrisco-me a dizer, e, baseado na Estatística Descritiva e na rejeição da hipótese 0 (nula), de que haverá dois professores bons, para cada dez docentes, decentes. Mais um, de vez em quando motivado, que inteira três e dá percentualmente qualquer coisa como 33,33 %. Parece-me insuficiente. Em contra partida, desfilam avenida da liberdade abaixo, aos montes de 100%. Se fosse liberdade acima seriam certamente menos, porque para baixo todos os santos ajudam.

 

Os professores auferem de ordenado entre 1600 / 3600 euros conforme básico, secundário ou superior, e não gostam de ser avaliados, de trabalhar longe de casa etc. etc. etc. Parece me uma classe privilegiada, que nunca experimentou o mercado de trabalho na verdadeira acepção da palavra, e as suas regras de sobrevivência. Tal como qualquer pessoa que procura trabalho, se sujeita a trabalhar no que encontra, e se esforça por melhorar, aprender, apreender, arranjar formas de motivação e tentar a excelência para concretizar os seus sonhos.

 

Penso nos professores que me marcaram e ensinaram, e relembro assim de repente uma mão cheia talvez. É pouco, muito pouco. Muito mais, quando são os responsáveis, ou um dos responsáveis, do novo mundo “geracional”. Tudo bem, acredito que a ministra não ajuda, mas… só por ela, parece-me demasiada culpa. E a culpa morre solteira e embrutecida.