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Cardilium

Cardilium

Á espera do timoneiro?

 

Cada pincelada ou pedaço com que me presenteias arrastado pelo espírito eleva-me. Leio, releio e tento ouvir. Os títulos invadem o meu espírito de contradição e curiosidade... Qual é a chave da porta secreta? Do palácio? O fim do túnel, na qual se vislumbra, finalmente, para lá do fosso (reserva mais visível a olho nu), um mar infinito e quem sabe, um barco à vela, à espera do timoneiro?

 

"Detesto a cobardia de não me meter ao caminho"

Adoro...reservas, sinto um brado pela vida sem tréguas, sem mais nada, a não ser o privilégio de termos aprendido a saborear cada brisa, cada ventania ou tempestade, com que a vida nos presenteia.

 

“Gosto da sabedoria duradoura dos iletrados”

Cada lição que os sentidos guardam, são os filtros da razão, as vozes ancestrais que os livros criam. Cada lição, que empiricamente ouvimos na narrativa de quem sabe encostar-se e saborear. O cheiro que emana das raízes e do tronco dos carvalhos antigos à beira da estrada. Não há reservas, quando numa tarde fria, nos sentamos num qualquer alpendre Alentejano, e nos perdemos a viajar nas historias acerca do amanhecer, e do significado do nevoeiro por cima do sol nascente…

 

“A sua vida. Segredos Roubados aos amantes”.

Escondem-se na sombra da copa. Perdoam-se. Perdem-se em promessas impossíveis, incapacitados de se fundirem na seiva de uma árvore. A eternidade das palavras é mais pequena que a imensidão do genial e ridículo, Fernando Pessoa. Esgravato no tronco de uma árvore um mísero coração. Amar é hoje… Amanhã é demais…