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Cardilium

Cardilium

Sobrar !

 

Dentro de mim existe um gajo com cara de parvo,

Um velho e um novo, um pobre e um abastado,

Um filho único e um bastardo.

 

Visto uma roupagem séria de um humor exagerado,

Um humor que me faz tão bem por fazer mal,

O estatuto anarquista que me domina é visto de cima, pela loucura..

 

Isto anda tudo muito certinho,

Muito sossegadinho,

“No silêncio da noite beijar-te-ei um dia… quem sabe!.. homem dos mistérios”.

 

O meu cérebro estoura em gargalhada de compaixão,

Devia de haver reformatórios e manicómios interiores, que nos purgassem a insanidade,

Devia de haver pacotes de equilíbrio nos escaparates das livrarias,

 

E sabão especial para lavar a alma nas mercearias que faliram.

Devia de haver abraços à solta para os necessitados de sopa,

E bancos nos jardins com palavras aconchegantes para a solidão.

 

Deviam haver pessoas em quarta mão e sorrisos em contra-mão.

Devia de haver filhos para alugar e pais para a troca,

Os velhos deviam pintar o cabelo de azul,

 

Devia-se inventar intra tatuagens.

As putas deviam ser à borla e parte dos nossos impostos,

A bem da saúde mental do povo.

 

Deviam acabar as putas das conversas,

As colheitas sucederem as sementeiras,

Deus devia rasgar o céu e interceder.

 

Os mistérios serem desvendados,

E desventrados os donos da verdade e da miséria,

O bom senso devia imperar

 

Não devia haver preços.

Nem topos de gama, nem moda, nem decotes, nem religião,

Sobrariam os terramotos e os vendavais,

As enxurradas e as secas.

Os segredos, as partituras e os fogos

A musica, os poetas e a liberdade

Os pianos, as marés, e o nevoeiro

E a anarquia para ajustar e diversificar

 

 

 

 

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