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Cardilium

Cardilium

...vida, mar, terra, acordes, vento e cravos...

 

O meu olhar vagueia no vazio da imensidão, do escuro triste dos meus olhos. Os meus passos escrevem palavras sem nexo aos olhos da humanidade. O passado, outrora escrito, por aquele louco escritor que apodreceu entre as palavras, as garrafas, o fumo, e as mulheres que amou, encaminha-me. Li e reli-o mil vezes. O meu sentir único é-me querido. Cada voo de gaivota não me é indiferente. Pinto cada rocha como se fosse única. O nevoeiro é como o arco-íris, no delírio sábio da minha fantasia. Exclusiva. Salto de sonho em sonho. O mestrado não é mais, do que não sei o quê para fugir de mim. Adiciono informação e arranjo tempo para escrever. Exorcizo-me. Gosto daquelas pessoas que me gostam. Não sou fácil. Assusta-me a minha sedução pelo vazio, o inexplicável, o suicídio, a solidão, o medo, o desafio, a morte mais que a vida. Os regressos mais que as partidas. As minorias, os bêbedos, os drogados e as prostitutas são-me queridos. È como se a miséria colorisse a vida. Fantasio festins de alegria com as minorias. Vejo-me louco e feliz. Nunca mais faço as malas e parto, porra!...

Anseio real o pensamento. Sinto os lábios de rocha e pedra. Amo esporadicamente momentos. Assim antes da vida, mar, terra, acordes, vento e cravos.

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