Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Cardilium

Cardilium

Os domingos

 

As pontes do rio juntam as margens. Nas encostas salpicadas de relva e flores. Choram os salgueiros. Ao domingo as canas são atiradas mortiferamente aos peixes. Numa luta desigual, fogem á morte fitando o isco. Os domingueiros passeiam a trinta e cinco quilómetros hora pela estrada nacional num exercício de paciência familiar. A sogra dá opinião e alvitres. Os miúdos repetem-se com perguntas acerca, “do que é isto?” Exercício de paciência agradadora. A sogra, o genro, a nora, a filha. É domingo finalmente. O mar enche-se de pessoas e o sol brilha com luz domingueira. Do mal o menos, os museus e centros culturais ficam habitados. Os cantores e poetas são  ouvidos, e os cinemas povoados. O Colombo tem mais gente do que a nau quando chegou á América. O Vasco da gama tem tantos indianos como na Índia. Somos um País de navegantes ponto final. Navegamos ao sabor dos ventos e dos mares. Mas não somos estúpidos somos um País de poetas. Assim sendo Dra. Leite e Sr. (Eng.??????????) Sócrates e afins parem de nos enfiar este belo País pelos olhos dentro.

Porque anda Dra. A perder tempo a dizer que isto esta tudo mal?

È obvio que está tudo mal. Constata-se. Todos o sabemos.

E o Sr. Eng.???????????????? Porque anda a dizer que isto esta tudo bem? Todos sabemos o tamanho da sua mentira. Parem com isso e gozem o domingo. Não tarda, e estão a trocar de lugar e de discurso, e nós continuaremos como sempre, de domingo em domingo, a trinta e cinco quilómetros hora de alegre passeio. Afinal temos o fado para chorar e o Pinto da Costa para rir. Esse sim, esse é que a leva direita. O Porto afinal é uma Nação e o resto é conversa. Ali ninguém põe a pata em cima, que o Rio que divide a malta não deixa. Por isso não se aborreçam e deixem estar os domingos!.....