Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Cardilium

Cardilium

O silêncio dos sóis

Aproxima-te devagar,

Em suspiro diz-me o teu nome,

As pedras soltas da ravina construíram o teu caminho na queda.

 

Tu,

Constróis o silêncio dos sóis na tua face,

Despenteias as arvores,  

Cantas a chuva,

Enleias-te como as algas verdes nos azuis das marés.

 

Cheiras pelos poros a terra,

A lua toda és tu,

Inteira e nova.

 

Luar adornado,

Desguarnecida, pressupões o óbvio no teu calcorrear,

Descalça,

Encosta abaixo,

Encantada foges.

 

Foges-me.

Ganho sede e seco,

Mirro.

 

Escarneço-me,

Volta aguda abastança,

Substancial emoção,

Perde-te em mim,

Despe-te de razão.

 

Solta em mim esse brado,

Firme,

Convicto,

Atrevido,

E casto.