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Cardilium

Cardilium

Os filhos do Almonda

“Ao rio que corre na minha terra, escrevo para sempre!”

 

O Almonda é a minha descendência,

É a corrente que me leva,

A minha foz e nascença.

 

Rio retorcido e esforçado,

Espelhado nele existe,

Reflexo de mim, nado.

 

Rio presente na minha ausência,

Fé da minha loucura,

Amor do meu desamor.

 

Quando ninguém ficava na madrugada,

Estavas tu feito de água esperança,

E açude revoltado.

 

Na levada não me faltaste,

Nas noites só com a palavra,

Rio verde, azul de alvorada.

 

A cada regresso te tenho,

Igual a cada partida,

Rio companheiro, minha vida.