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Cardilium

Cardilium

06.12.2012

Como uma represa prende um rio, tu, presenteias-me com o que comportas de mim. Nas veias correm-me lagrimas e medos improcedentes que me guardas. A essência não é o essencial. O essencial é a tua grandeza feita dessa essência. Legitimas-me. Autenticas-me. Fazes-me ser em mim mesmo, querer. Fazes-me ser feito de verdade e descontinuidade do passado. Fazes os meus dias serem pronuncio e momento. A minha vida voltou a pertencer-me dividida. Relativizaste o meu conceito de “nunca” e “nunca mais”.

 

Dentro desta barcaça à vela, o vento bolinado e suave mais a lua, sabem o trajecto que eu não sabia ser feito. Passaram-se minutos, horas, dias, semanas, meses e anos. Passei invernos solarengos e verões gélidos. As estações foram trocadas por noites demitidas. As madrugadas geraram em mim o anúncio de cada dia, e, da soma das horas de sentires intranquilos construídos por pontes inquietas, desenraizei o caminho do sossego.

 

Hoje, irei abraçar e dividir o que sinto. De que me vale ter tanto e tê-lo só comigo? Irei dividir esta celebração simbólica mas tão cheia de vida. A naturalização de deus na terra é o amor entre duas pessoas, de tão natural e fácil que se torna esta expressão, expresso todo o meu querer neste dia renascido de um homem novo, feito de um novo homem.

 

A alegoria é uma imagem do passado falecido. Hoje, e só por hoje, nesta antítese me descrevo num: “Ganho num momento o que perdi em anos” …

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