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Cardilium

Cardilium

E até o Jazz foi presente e dedicado

Tenho o teu cheiro nas minhas veias, o teu abraço sufocado no meu pescoço. Tenho a tua boca na minha, mel, beijos e segredos confiados. Erguem-se os corpos ao espelho do sol. Recolho o que sobra da face e dos braços de cada jornada de ausência. O rio visto da encosta é sofrido e desenfreado, inquieto e endiabrado de tranquilidade.

 

Pérolas são os teus olhos,

Cicatriz que fica do teu abraço,

Palavras soltas que me soprastes,

E até o Jazz foi presente e dedicado,

Numa noite tardia inacabada.

 

Descida a rua, juntos bebericamos,

Palavras gastas de uma companhia não convidada,

Que nos incendiou de fogo o peito,

De tamanha ousadia,

Em nós descrente.

 

Mesmo sem te ter aqui, aqui te sei,

Melodia e vontade,

De mais te ter e saber,

Desse nome de guerra que não o é,

E que nunca achei que o fosse.

 

Por não te saber conhecida, este sentir não está errado. Retenho o teu cheiro nas minhas veias.

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