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Cardilium

Cardilium

Reergo-me

Não sendo, estou de bom senso, estando ergo o momento. Os deslumbres interiores produzem-se a partir de estereótipos, ora sonhados, ora transmitidos ou apreendidos. Nenhuns destes estágios são definitivos. A sociedade organiza-se em fundações analógicas, depende sempre do lugar onde nos inserimos e da perspectiva de onde observamos. Os pressupostos que partilhamos ou defendemos são meras utopias induzidas e calculadas. Numa visão egoísta suplicamos o que necessitamos, despreocupados com a justiça social ou as síndromes e inquietações provocados em alguém. Conjecturamos humanamente o futuro, sustentamos em palavras felizes a nossa própria necessidade ou vontade, desculpabilizando-nos pelos acessos concebidos, nas atitudes usadas, nos nomes trocados, nos autores que nos amparam o momento ou a frustração idealizada castrada. Socorremo-nos de Gandhi, de Pessoa, da Madre Teresa, sei lá, de todo e qualquer pensador que admitimos que pense por nós, retirando do contexto, o alterando a pontuação, serve-nos para isso, a modernidade contemporânea de uma qualquer rede social. Pensar faz falta. Não ter ideias próprias é carência. Não arriscar, é privação do próprio ser, enquanto ser.

 

Janelas? Tenho-as! Com luz. Janelas que fecho e abro sem obrigações. Sem debitar a responsabilidade de mim, em palavras desusadas, tantas vezes desconceituadas e descontextualizadas em interpretes celebres numa qualquer rede social. Sou responsável. Assumo as minhas ideias, ideais, coerência ou não, mas sou e estou.

 

Não sendo, estou de bom senso, estando ergo o momento …