Ponte do raro
Os dias subtraiem-se de vida à vida, evocando que o futuro apenas existe agora.
Da minha rua guardo a infância, e do rio desabado de inverno lembro a ponte que me levava à minha avó.
Ponte do raro.
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Os dias subtraiem-se de vida à vida, evocando que o futuro apenas existe agora.
Da minha rua guardo a infância, e do rio desabado de inverno lembro a ponte que me levava à minha avó.
Ponte do raro.
Restos de raios de sol,
que me aguçam o sonho,
e me despertam,
no quase breve Outubro espraio-me na montanha,
respiro o perpétuo momento,
sem futuro,
nem sul,
parto para outra cidade onde sei que chove,
vou misturar-me e saciar-me nela.
Este tempo de campanha eleitoral é divertido e deprimente.
Conheço naturalmente os candidatos, vivo aqui há mais de 50 anos, e é-me constrangedor verificar a leviandade dos mesmos e das suas ideias em prol da gestão do erário publico na cidade, concelho, freguesias ou por que ordem for, se é que não existem mais variantes nesta equação, nesta ordem de grandeza, ou nesta grandeza de ordem.
Parece-me existirem mais factores em ponderação que não são explícitos, mas que implicitamente não me escapam ao que se quer esconder.
Uma tontaria pegada esta brincadeira das autárquicas. Desde os candidatos, - às não ideias - e, a candidata mais bem preparada, vai ser a que vai ter menos votos.
Que o céu continue a aconchegar-nos a serra de aire pelo menos ...
Não existem corações há direita nos corpos,
cérebros podem existir porque há os que se moldam,
os que perdem o coração.
Exproprio a identidade que me mostraste por falta de propriedade.
Anúncio a publicar em hasta pública,
na subida dos degraus,
da escadaria da minha emoção.
Traço sonhos,
caminhos de astrolábio,
e pergunto a cada labareda que arde em mim,
se o fogo me adormece deste mar.
Mais do que a noite já posta,
os teus passos descobrem as fendas da madeira envelhecida pelas histórias segredadas ao mar,
não dançámos,
mas deixaste cair com um sorriso um brinco,
no abraço estemecido dos corpos,
na devolução da noite já posta.
Se já antes assim fora,
tendo eu a demente ideia da negada evidência,
de ver os teus braços a enlaçar a lua,
porque teimas tu em dizer-me que não?
Se na tua fonte gemo em ti mais do que um lamento, pelo mesmo motivo não jorro em ti esta inquietação.