A vida, as flores e os meus pedaços
As noites,
a sua redução miserável,
um troféu de enganos.
A esperança,
as lágrimas
a saudade.
A vida,
as flores
e os meus pedaços.
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As noites,
a sua redução miserável,
um troféu de enganos.
A esperança,
as lágrimas
a saudade.
A vida,
as flores
e os meus pedaços.
Bebi até que a revolução se desse.
E deu-se.
Fiquei sóbrio.
Deu-se na solidão necessária.
Deu-se na aprendizagem de mim.
Bebi até que a revolução se desse.
Perco a fé na humanidade, cada vez que olho para a repetição de factos históricos e na aprendizagem que não fazemos com eles.
A destruição repete-se, as ditaduras repetem-se, as guerras repetem-se, os surtos racistas e diferenciais repetem-se ciclicamente e as aprendizagens esquecem-se.
A empatia, apesar dos avisos por todas as formas de arte, nao prolifera.
Enquanto isso, a casa da democracia nunca foi tão isenta de pensamento.
Tenho medo.
Escrevo tentativas de poesia para me livrar das palavras que se constroem em mim, no que sinto e desconheço.
Escrevo na tentativa de conhecimento e descoberta, e assim vou-me livrando do desentendimento das palavras na sua verificação.
Não é sátira, intervenção ou compreensão, é somente uma tentativa de poesia.
Os amigos não se afastam ou deixam de o ser, os amigos cumprem sempre o seu desígnio e função. Depois, ou acompanham a evolução, ou continuam em sítios diferentes da escolha do outro, tanto, que criam em mim sempre alegria e tristeza. De outra forma não me afligiam ou encantavam. Sabê-los bem, mesmo sem troca de olhar e energia já me abastece, já me sossega, já cumpre a espécie de amor e eternidade que a amizade é. Mesmo sem presença (s).
A vida são as artes,
os números e as letras são ferramentas,
a criação sim, é a vida!
Despedaça-se a tarde de encontro à serra,
nas notícias da noite ninguém deu conta do facto,
e há quem continue à procura do que resta do dia,
mas já é escuro,
e a procura tem de ser recomeçada amanhã,
ao clareio,
novamente.