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Cardilium

Cardilium

Pouca fé na humanidade

Perco a fé na humanidade, cada vez que olho para a repetição de factos históricos e na aprendizagem que não fazemos com eles. 

A destruição repete-se, as ditaduras repetem-se, as guerras repetem-se, os surtos racistas e diferenciais repetem-se ciclicamente e as aprendizagens esquecem-se.

A empatia, apesar dos avisos por todas as formas de arte, nao prolifera.

Enquanto isso, a casa da democracia nunca foi tão isenta de pensamento.

Tenho medo.

Tentativa de poesia

Escrevo tentativas de poesia para me livrar das palavras que se constroem em mim, no que sinto e desconheço.

Escrevo na tentativa de conhecimento e descoberta, e assim vou-me livrando do desentendimento das palavras na sua verificação.

Não é sátira, intervenção ou compreensão, é somente uma tentativa de poesia.

Os amigos e a presença (s)

Os amigos não se afastam ou deixam de o ser, os amigos cumprem sempre o seu desígnio e função. Depois, ou acompanham a evolução, ou continuam em sítios diferentes da escolha do outro, tanto, que criam em mim sempre alegria e tristeza. De outra forma não me afligiam ou encantavam. Sabê-los bem, mesmo sem troca de olhar e energia já me abastece, já me sossega, já cumpre a espécie de amor e eternidade que a amizade é. Mesmo sem presença (s).

Abraço eterno, Manel!


Levas contigo as gargalhadas que rimos, as vezes que te fiz rir dizendo ser o melhor bailarino do mundo, os mergulhos alentejanos, boas conversas, o abraço disponível, as almoçaradas e a disponibilidade de me receberes sempre de olhos brilhantes, a simpatia, e até o encanto do reencontro há umas parcas semanas atrás.

 



É-me difícil entender a decisão, não ter certezas nem respostas, a tua vida na sua juventude, o teu menino.

 



Haverá sítios que irei, que te vou ver por lá em forma de recordação e saudade. Ficarás a fazer parte.

 



Abraço eterno, Manel!

Ao clareio do dia, novamente!

Despedaça-se a tarde de encontro à serra,

nas notícias da noite ninguém deu conta do facto,

e há quem continue à procura do que resta do dia,

mas já é escuro,

e a procura tem de ser recomeçada amanhã,

ao clareio,

novamente.