Assenta-te bem o verde,
que o verde assenta bem em olhos cor de mel,
envaideces-me com o sorriso que te eleva o trato,
quando toca a sodade da morena creoula,
e os corpos adivinham o passo seguinte.
Assim fosse verde esperança a confiança,
daquele verde e mel bordado em ti assente.
Escrever, é inventar-me com sonhos,
é a paciência de que tudo precisa para ser criado,
- poemas, quadros, jardins e amores -
É ao contrário,
As palavras trazem-nas o vento para serem relembradas.
- Tu és cristal, eu sou povo -
e o melhor é, que eu quero mesmo ser povo, e quero mesmo que tu sejas cristal.
Lembrar-me-ei eternamente, das nossas noites ruinosas.
As feras que o ópio me deixou, demoram mais de uma vida a amansarem
O sol
amanheceu com a dor,
a lua
abraçou a dor ao sol,
O mar,
Solidário, abraçou-os com as suas mãos caladas.