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Cardilium

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A morte como evento social

A morte como evento social.

 

A morte como evento social. É como a sinto amiudadamente, tais são os artigos de opinião, a proximidade pseudo-latente, a transformação lacaia e serviçal de agradar e deter palavras de circunstância, como se fossem necessárias ou obrigatórias, numa hora em que o sentido é recolhimento, e em sabedoria, afastamento. Aquando a hora chegada da partida, logo se arvoram vozes despontes de uma surdina aterradora, ressuscitando conselhos dados, identificações não resultantes, juízos de valor de pares iguais, ignorados e esquecidos momentos solidários do carpir das mágoas em catarse, que se queriam solitárias. Depois existe um fenómeno que me aborrece de sobremaneira, o acesso indiscriminado e desrespeitoso do facebook e de comentários avaliativos e quantitativos, de quem outrora devia estar sossegado sob a emissão de desentendimentos de razão, mais que o entendimento da emoção. A decisão de pertença e identificação a um grupo, é tão valida quando a ele se pertence, ou quando a ele se decide não pertencer. Pertenço a um grupo fechado que não o é afinal. Dos fracos não reza a historia, a morte é apenas o descanso da vida, independentemente de ser uma escolha ou um acidente, Independentemente de estarmos ou não de acordo com a decisão final, independentemente da frustração egoística da saudade...

 

Afinal o que nos dói é sabermos que estamos ali, do mesmo lado daquela linha ténue e indefinida. Indefinidamente, só por hoje, ou não?