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Cardilium

Cardilium

11.09.2007

11.09.2007 musica tocada pelo vento e vou. Levo uma bomba pronta a detonar. Entrego-a em mão ao destinatário. Mando-me para o chão agarrado a nuca á espera do estouro. Três meses em horas já lá vão. Explodiu? Não senti. Aos poucochinhos fui sentindo aqui e ali pequenas explosões, á medida que ia sendo detonada com cuidado, com muita cautela. Senti a pele arrepiada pela sua pujança, em pequenos momentos que teimei registar. A bomba dividiu-se em pequenas partículas. Converteu-se numa força de bem, e, de bem-querer. Perdura forte. Tem a primazia da transformação. Ontem, enquanto ouvia as preocupações de um sobrado, revivi a quimera do Amor. A quimera fez-se de luz. Oiço-a na respiração das madrugadas que acordam de manha. Oiço-a no bater do mar, no rochedo do farol que dá para a serra. As angústias são caminhos de reencontro. As partidas são imaginadas com os regressos. Sinto fervilhar o sangue, numa ebulição para alem da temperatura das alterações gasosas. Sinto as intempéries desceram de mim. Vejo metade da lua. Vejo o sorriso da lua para as tempestades. Não vivo no sítio onde moro. Moro num sítio habitado por pessoas e lugares que escolhi. Vivo com os meus livros e respiro com as minhas músicas. Os electroes sao agora energia que me alimentam 

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