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Cardilium

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Pai e meio...

Fico a pensar. Como se pode ter um filho e meio, ou apenas meio filho? Filho e meio é um quadro, em que uma das partes faz a parte por inteiro e mais a meia parte que eventualmente caberia à parte que não o faz. Fazer meia parte é delegar por esquecimento, desinteresse, egoísmo ou outra dificuldade qualquer que não pretendo entender, a parte meia de quem dela se demite. Existe portanto pai e meio e meia mãe, conceito contemporâneo, que nega o conceito ancestral de que mãe é mãe. Outros tempos, outras vontades. Nem tudo é mau. Nem tudo é mau porque para entender e aceitar esta realidade, penso com um raciocino lógico, ajustado e isento de sentimentos, nos que não têm parte nenhuma de pai ou mãe, e nas mulheres e homens que socialmente acabam por ter filhos e filhas de pais que não o são. Bem sei que são instituições e que a minha casa ou eu não o sou, mas por vezes faz-me bem pensar que apesar de tudo, ser pai e meio, não é mau de tudo. Aliás é muito bom. Decididamente e de forma assumida, sem medo ou escolha de palavras, solto-me e grito:

 

Sou pai e meio, ainda bem.