Pôr-se....
A vida segredou-me não existir a expressão tarde de mais. Ouvi-o no retrocesso dos dias abandonados por descobrir. Acordar foi o martírio dos dias exilados e ausentes. Nas noites “desensonadas” e transpiradas não existe o sonho. Os deuses para além de desleais estão enlouquecidos, tamanha é a obra verde, azul, floresta, mar, céu, estrelas que concebem a perfeição exacerbada indominável e pacífica. Seduz-me não entender onde fica a foz e cai a nascente. Alicia-me não entender onde o sal dessalga a água e salga as ondas. As guitarras noctívagas gemem mais do que de dia. Os acordes suados encantam mais, tanto quanto a noite se abraça à madrugada. As fogueiras acesas num redondo têm magia, encanto, saudade e presença. Os deuses mesmo não se vendo concebem o cheiro que exala do calor das palavras que adornam as canções feitas de fado, mensagem, alegria e choro, suspirado de prazer. O mote da vida é viver cada dia como um final que se nos apresenta como presente, único, irrepetível, esperançoso, especial, positivo, e com uma luz que não se vê, mas se sente.