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cardilium

cardilium

Escrever

Escrever é o meu mundo sossegado,

agitado de mim e de todas as coisas que não gosto fechadas numa gaveta,

é a janela escancarada de mim para mim.

 

Escrever é o corpo que detesto e abraço,

todas as mulheres que me deixaram,

mais aquelas de quem fugi.

 

Escrever é todo o silêncio que consigo,

o vento, a madrugada, a dor apresentada,

e a esperança do deserto como morada.

beijar olhares com o coração

por vezes frequento sítios cheios de homens e mulheres,

vazios de gente com musica a condizer e luzes,

sapatos a combinar com o olhar,

e o descondizente verso humanizar,

a versejar no condicional.

 

depois,

fico pelo meu canto a improvisar sonhos,

e a beijar olhares com o coração.

Lua e jasmim

Chamaste-me poeta naquele domingo. Disseste: - ola poeta....

 

Não sou poeta. Sou orgânico no sentir. Indomável de compreensão. Aprendiz de feiticeiro. Presença e solidão. Pedaço moreno de mar. Metade lua. Metade Jasmim

Sporting

Sim, sou do Sporting. Um Sporting onde me revejo. Não este, onde idiotas arruaceiros, com défice cognitivo, mentecpatas, niilistas, antidesportistas, são encarneirados por um presidente dissidente da mesma bancada feita de claque e violência, que tenta disfarçar com um fato e gravata, voz grossa pseudo segura, um Dr. Para qualificar, o indisfarçável….

 

RUA … que volte a dignidade de não ser campeão que isso não é para todos.  

 

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Acerto do destino

"... Acerta-se na mudança de rumo o destino.

Quando não escutamos as existenciais experiências do que é a vida, do que foi, e de todo o patrimônio adquirido, não escutamos o destino .

Na verdade há mundos genuinamente diferentes e válidos, com linguagem diferente e roupagem a condizer, mas incompatíveis na partilha.

O rumo acerta-se na mudança do destino.

Ninguém nasce predestinado, se não, já aqui não estava, que o meu destino era abandonar a barca.

Nao deitei a barca ao mar para ficar pelo caminho.

Acerta-se na mudança de rumo o destino. .."

señoritas

Lisboa das praças escondidas dos elétricos abarrotados de máquinas fotográficas penduradas de turistas,

De carteiristas abarrotados de dólares surripiados aos branquiços de olhos em bico,

 

Lisboa das ingremes calçadas calcorreadas por sandálias de meias brancas,

Contorcionistas, músicos e malabaristas em frente ao Pessoa do chiado vigiado,

 

Lisboa dos homens com cor que vendem branca, castanha, erva e pólen de flor,

Esta Lisboa que eu vejo sentado tardes inteiras entre o Carmo e a saudade,

 

Lisboa ao bairro alto do jukebox,

Do Combro descendente para o incógnito,

 

E o Tóquio de braço dado com o Jamaica,

Nesta Lisboa saudosa de mulheres generosas de decote aos marinheiros soviéticos via Texas.

 

alma mater

pertenço a uma alma copiosa,

que não é propriedade que não se magoe,

ou resistência que não deixe de tolerar,

 

alma de impossivel descrição nas palavras,

dos poemas que tento escrever,

alma mater de mar e percurso inverso à dor.

futuro

já só sou as minhas mãos,

o que os meus dedos escrevem,

e os acordes que dedilham,

 

já só sou mãos e dedos,

e o que aponto como caminho,

 

o passado é o que existe,

o futuro apenas futuro, sem que nunca se saiba o que é o futuro.

Copos

Ressuscitaram as flores neste des.. Maio do teu olhar,

Já não habito no teu bom dia, 

Na tua iluminada vontade de me fazeres dançar,

Na nossa fantasia de corpo. 

E de copos entornados de vontades.